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terça-feira, 13 de setembro de 2011

A VERDADE DO AMOR

Se um dia em ti
a verdade vier despertar
O teu sono profundo
sem nada omitir
nem sequer mascarar

Com olhos ardentes
pelas lágrimas quentes
Em tua face a rolar
nos teus lábios salgados
de tanto chorar

Estarás frente a frente
se puder encarar
Com o amor que te dei
sem nada a exigir
tão pouco negar

Verás que o passado
morreu sem futuro
Lembrou no presente
que estarei ausente
prá nunca voltar

Men@

®

quarta-feira, 18 de maio de 2011

ESCRAVO DA SAUDADE


Ah...se da saudade
não fosse um escravo
Aprisionado aos seus grilhões
sangrando o coração nos cravos
E espinhos nas mãos feridas
em busca da liberdade

Ah...se da saudade
do que hora é tão distante
Antes o bem perto fosse agora
e que sem exitar um instante
Do jugo libertasse sem demora
por justiça ou piedade

Ah...se da saudade
por sentença ou provimento
Um só momento do dia de uma vida
recebesse d'algema o livramento
prá abraçar a amada mais querida
e matar a solidão verdade

Men@
®

segunda-feira, 9 de maio de 2011

QUERO DISTÃNCIA



Quero distância da falsidade
afinal a lealdade como a confiança
Sequer é casamento ou namoro
sim o lastro de uma amizade

Quero distância do faz de conta
pois quando o amor é incondicional
Não há sexo ou um desejo banal
e a verdade a mentira afronta

Quero distância da ignorância
e das luzes de um patamar social
na aparência de bem quando o mal
do poder é pura arrogância

Quero distância da ilusão
ter mãos dadas com a igualdade
da realidade ser legítimo irmão
e viver com dignidade

Men@
®

domingo, 8 de maio de 2011

MINHA CANÇÃO DE NINAR

Hoje deixa eu chorar
tentei evitar o meu pranto
não conseguir controlar
sem colo para mimar

Partiu e não vai voltar
sem o meu sagrado manto
de minha vida, o meu ar
a saudade quer sufocar

Lágrimas estão a rolar
Mãe meu tudo em encanto
sem minha canção de ninar
Senhor vem me consolar

Se meu soluço escutar
não há com o que preocupar
amanhã melhor vou estar
mas hoje deixa eu chorar

Men@
®

terça-feira, 26 de abril de 2011

SEM CURA OU REMÉDIO

Chegou
feito nuvem passageira
Partiu
como chuva de verão

Não era
amor prá vida inteira
Somente
fogo de louca paixão

Sequer
a felicidade verdadeira
Deixando
a dor de uma ilusão

Sem cura
com uma saideira
Nem remédio
para o pobre coração

Men@
®

quinta-feira, 21 de abril de 2011

ESQUECER-TE



Não vou dizer adeus
vou sair sem despedidas
Quem sabe um até breve
soe na melhor medida

Tudo foi tão bom
agora tenho que partir
Não posso mais ficar
e nem sei prá onde ir

A ti deixo uma parte
restos de mim em minh'arte
E de ti levo um pouco comigo
do muito que um tempo vivi

Todos meus momentos
em que estive contigo
Me serviram de alimento
de teto e de abrigo

Quando a vaga da memória
lembrar-te deste amigo
Pensando em ti estarei
esquecer-te eu não consigo

Men@
®

domingo, 10 de abril de 2011