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sábado, 5 de janeiro de 2013

SALVAR


Toca aos pés imersos
brancas espumas sente
na orla a praia sul serena
que descalço peregrina
solitário o velho pescador

Mensagem socorro pede
em garrafa alma perdida
ferida trazida nas correntes
das marés sobre as ondas
que areias saboreiam

Desespera velho lobo
do mar sem riscos meditar
sobe velas calejadas mãos
se lança desbravar o oceano
em frágil embarcação

Aponta a proa direciona
sem bússula firme ao timão
guiando-se no céu por estrelas
vencendo ao dorso vagalhões
aonde lhe indica o coração

Vem tempestade à popa
arreia velas em lonas  toscas
canção de esperança entoa
segura ao mastro que balança
barco quase a naufragar

Chega bonança alento
iça velas ao vento sopro forte
encontra resgata em sorte
rumo norte navega terra avista
ancora chora ao amor salvar

Men@
®

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

PARTO



Almas nuas
alvas em candura
noite escura na imensidão

Vagueiam
de pontos distantes
duas peregrinas na solidão

Se guiam
pela luz da lua nova
no silêncio da imensa vastidão

Sem saber
uma da outra a existência
percorrem uma estrada prateada

Um rastro
deixado pela lua que sente
consciente delas suas procuras

Conhece
de ambas suas ternuras
contida em amor nos corações

Conspira
um plano com as estrelas
criar um atalho convergente

Nos caminhos
d'almas permanentes
errantes ao encontro inocente

Os astros
ao convite das estrelas
no infinito azul do céu se alinham

No universo
as galáxias distantes se aliam
ao plano se apresentam exuberantes

Uma explosão
rompe todos os silêncios
diante a um buraco negro que se forma

Se vê então
o sugar das dores e amarguras
que n'almas impregnavam espiações

Tudo é luz
a paz se faz reinar absoluta
plena calma n'almas em esplendor

Ouve-se um choro
seguido de um sorriso encantador
as almas se contemplam em alegria

O universo
assiste a mais um parto
nasce d'almas o inesperado eterno amor
 

Men@
®

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

MEL



Depositas em mim um beijo
que o sinto como um selo
dos teus suaves lábios
ternos e adocicados

Como um mel de laranjeiras
que só há nos lábios
das meninas adolescentes
de corações latentes

Que pulsam enveredados
na descoberta do amor
de pele perfumada à flor
sem temor do pecado

Beijo-te os lábios d'alma
os olhos de teu coração
fazes na minh'alma a calma
quando no silêncio e solidão


Men@
®

sábado, 29 de dezembro de 2012

FAZES-ME



Fazes-me viver
despertar num amanhecer
renascer, imaginar
Fazes-me te esperar
mergulhar nas emoções
sorrir e chorar
Fazes-me enamorar
descobrir-te em nudez
em teus mistérios mergulhar
Fazes-me sonhar
voar para buscar tuas estrelas
bebê-las e me apaixonar
Fazes-me delirar
imerso no teu corpo a navegar
em porto seguro ancorar
Fazes-me vadio
homem pleno, despudorado
lobo insano com a fêmea no cio

Fazes-me te amar!!!
 
 

Men@
®

PLENA


Há um perfume no ar
com fragrância de mistério
Uma doce fragilidade
de ternura no olhar
De uma beleza imensa
com pele de frescor intenso
Palpitando maturidade
 
em voz dos desejos sanos 
Sensualidade excitante
graça no balanço do andar 
Parto de emoção serena
plena entrega de amar


 Men@
®

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

SENTEUR



C'est ma petite fleur
qui parfume le jardin de mon âme
C'est mon petit flacon où   
son parfum est resté pour moi
C'est le printemps constant
dans le jardin de mon existence
C'est le plus beau rêve qui me vint   
réchauffer l'hiver de mon temps passé
C'est le regard qui me contemple   
colorant les espoirs de bonheur


Men@
®

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

500 POEMAS




Desde a infância escrevia
com lápis num papel a rabiscar
e lembro em minha mãe a alegria
contida no olhar e nos lábios que sorriam
ao comentarem aqueles que os liam
que eram em versos poesias

Muito foi escrito
em papéis levados pelos ventos
antigos pensamentos no tempo se perdia
sem registros ou arquivos alguns no fogo ardiam
melodias esquecidas desse trovador apaixonado
que sob uma janela cantava noite e dia

A janela se fechou
a mim trovador não mais se abria
romance terminado num balde de água fria
alí morreram versos, canções e alegrias
restando somente enfermas emoções
calando a voz da sublime poesia

Mas o olhar de minha mãe
encantava-me e seus lábios sorriam
me fez renascer curando a ferida que havia
e minhas mãos passaram a registrar
inspirações d'alma em versos rimados
num blog criado para minhas poesias

São poemas que hoje contei "quinhentos"
e escrevi mais um, não me levem a mal
pois o que me mantém vivo é esse amor
que agradeço aos que se dedicam em ler
esse dom que recebí do nosso "Criador"
como presente de Pai para Filho

e hoje é Natal !!!

Men@
®